domingo, 30 de setembro de 2012

Cientistas reduzem perda muscular causada por envelhecimento

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A perda de massa muscular pelo envelhecimento, que resulta em fraqueza que prejudica a mobilidade e pode causar quedas, pode estar com seus dias contados. Em ratos, os resultados tiveram êxito.

Dentro dos músculos existe um reservatório de células tronco que são ativadas por exercício e lesão para reparar danos musculares, que se dividem em novas fibras musculares e também em novas células tronco (para abastecer o reservatório dormente). Ao analisar músculos de ratos mais velhos, foi observada uma concentração alta de FGF2, uma proteína que estimula a divisão celular. Esta alta concentração também provoca a ativação das células tronco dormentes, esgotando o reservatório, de modo que quando o músculo realmente precisa de células tronco para se reparar, era incapaz de reagir adequadamente.

Ao administrar um inibidor de FGF2 em ratos, eles conseguiram inibir a diminuição de células tronco em músculos de ratos.

Albert Basson, acadêmico sênior do KCL, afirma: "A descoberta abre a possibilidade de um dia desenvolver tratamentos para tornar jovens novamente os músculos velhos. Se conseguirmos fazer isso, poderemos permitir que pessoas vivam de maneira mais móvel e independente enquanto envelhecem".

O estudo foi publicado no periódico Nature.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A história de mais um ex-pastor



Os trechos a seguir foram retirados da página Reinventar.Me, da qual ficamos sabendo graças ao contato do seu dono Harry Cane conosco, através da nossa página do Facebook.

Ficamos muito felizes com o contato, e esperamos que vocês também gostem da história do Harry. Visitem a página dele para ver o texto completo!

De pastor evangélico a ateu


Eu nasci em um lugar no Brasil que determinou que minha religião fosse a cristã. Católicos e evangélicos são as principais religiões no Brasil. Se você é brasileiro há grandes chances de ter nascido em uma família de fé cristã, assim como eu, seja ela católica ou evangélica. Nasci e cresci no convívio da igreja, me envolvi com teologia, ensino e me tornei pastor, exercendo sempre de forma voluntária. Nunca fui remunerado pela igreja e nem dependi disso pra sobreviver. Como o convívio e o amor pela família e todos os laços afetivos que criamos essa foi a fé que se fortaleceu na minha vida, e sempre a exerci com muita convicção. Eu era do tipo apegado a interpretação bíblica e a doutrina como base necessária da fé. Participava de discussões teológicas, dava estudos e liderava grupos. Por que a medida em que vivemos sempre a sombra dessa nossa única perspectiva de onde nascemos e daquilo que aprendemos com nossos pais, temos a tendência de enxergar nosso ponto de vista como uma verdade indiscutível, que não vale a pena e nem faz o menor sentido “duvidar da existência de deus”, por exemplo. Eu também era dessas pessoas que não duvidava da fé.

A ótica da civilização em que boa parte de nós nasceu descende dessa tradição e dessa forma de explicar a existência do homem e do universo, logo fui educado para acreditar e dar continuidade nessa tradição, como se isso fosse a uma coisa correta a ser feita da minha vida. Eu sei como é o sentimento de sentir a presença de deus, conheço o que é sentir o carinho das mãos de deus durante minhas orações, soube o que era se alegrar com “as verdades da fé” e com aquilo que só é experienciado “espiritualmente”. Sei disso tudo, simplesmente porque esses eventos ocorrem no nosso cérebro, são coisas que se aprende, são interpretações que vão sendo enraizadas na nossa cabeça e no imaginário coletivo da cultura ao nosso redor.

“Toda verdade passa por três estágios. No primeiro, ela é ridicularizada. No segundo, é rejeitada com violência. No terceiro, é aceita como evidente por si própria.“, disse certa vez um filósofo alemão chamado Arthur Schopenhauer. Pois é assim mesmo que ocorre com o ego de nossas convicções pessoais. Na minha vida o deus cristão já foi a resposta e a explicação absoluta da existência do universo. Tudo fazia sentido porque essa era a história que havia sido contada desde o início do século I da era Cristã, percorrendo séculos até chegar no meu pai e na minha mãe, que por consequência chegou até mim. E não é fácil aceitar que você esteve fundamentalmente errado durante todos esses anos da sua vida. Se você resolve ser sincero, há dezenas de implicações sociais difíceis de lidar que deixará sequelas na sua vida. O golpe final no ego e na minha fé, em querer estar certo naquilo que eu acreditei durante os quase 30 anos da minha vida, foi me dar conta que a história de Jesus é plágio de mitologias egipsias escritas 3.000 anos antes de Cristo, como as histórias de Hórus e Osíris, dentre vários detalhes de outras mitologias antigas. O nascimento de uma virgem, o 25 de dezembro, a trindade, os 3 reis magos, a crucificação entre 2 ladrões e vários outros detalhes da vida de Jesus e do novo testamento estão em textos egípcios mais antigos que a Bíblia a cristã. A própria história de Jesus é um plágio e provavelmente ele nunca existiu.

Mesmo que você se esforce em dizer aos cristãos a respeito do plágio de Hórus e Osíris, mitologias anteriores a Jesus, eles insistem em negar, ridicularizar e se voltam completamente as suas próprias verdades. Isso ocorre principalmente por causa de um viés cognitivo que todo ser humano tem em seus cérebros, chamado de “Viés da Confirmação”, leia o texto da física brasileira Rosana Hermann, como primeira URL que compartilho no blog, para entender com mais detalhes o que viés da confirmação significa. Viés é uma tendência, desvio de percepção, uma espécie de “bug” do nosso cérebro, que faz com que tenhamos a tendência de dar ouvidos apenas aquelas informações que confirmam aquilo que nós já acreditamos e ignorar aquelas que confrontam nossas crenças. Mesmo que a informação que nós possuímos seja no final das contas a informação errada.

As interpretações mais comuns que os cristãos oferecem em relação ao plágio dos mitos egípcios é que esta informação trata-se de tentação do demônio, desvio da fé, desvio da verdade, blasfêmia, provas forjadas tendenciosas, ataques a fé, etc etc etc. Simplesmente, porque aos homens e mulheres de fé, não os interessa se o universo de fato está se expandindo ou que a evolução é uma realidade factual, interessa a eles apenas que sua religião é a correta sobre as outras, que seu deus é o único verdadeiro e eles são “os escolhidos” a serem salvos do inferno. Ao restante nós, aqueles que não concordarem e crer pela fé, a parte que nos cabe é o lago de fogo e enxofre e a danação eterna. Nós vivemos em torno dessa explicação do universo há mais de 2.000 anos sem se dar conta que nossa própria religião é um plágio de uma mitologia 3.000 mais antiga do que o novo testamento, a base da fé cristã. Não existe demônios, anjos, deuses e nenhum outro tipo de seres imaginários criados para explicar eventos da natureza. Não vivo mais em um universo assombrado pelos demônios. Minha fé acabou aos 28 anos de idade.

Como exatamente essa grande mudança ocorreu?


Estudei teologia, grego, hermeneutica, história, arqueologia bíblica, semiótica, cânon, filosofia e todos os detalhes da história do cristianismo desde os 18 aos 24 anos de idade. Depois estudei história das religiões aos 25. Aos 27 anos, como auto-didata, esbarrei com a antropologia e as coisas na minha vida começaram a ganhar outras perspectivas. Eu simplesmente estava entrando em um universo novo e comecei a ser sincero com as perguntas que surgiram. Minha angustia com o humano sempre foi em querer saber quem nós somos e de onde nós viemos. A Bíblia dava esse resposta mas não explicava a diversidade cultural, que no caso, foi papel da antropologia responder. Essa curiosidade de tentar nos entender como pessoas, como humanos tão diferentes e tão iguais, através de tantas perspectivas, tantos olhos sinceros abraçados com suas próprias convicções foi a fagulha principal da minha curiosidade. E diante do conhecimento de tantas crenças tendemos a nos tornar céticos em relação a todas elas. Por isso me dei conta de uma falha de pensamento básica da estrutura da minha fé: eu acreditava que meu deus era o único deus verdadeiro, quando na verdade tanto o meu quanto todas as centenas de milhares de diferentes divindades, de centenas de diferentes culturas de todos os tempos, foram todos inventados. Você percebe que deuses são invenções humanas, são histórias, explicações, mitos criados pra explicar cada um a sua maneira, os fenomenos da natureza, da existência do universo, do homem. Deuses surgiram e se propagaram em uma época em que não havia ciência e outros métodos mais precisos de investigação da natureza, como nós temos hoje. A eletricidade foi dominada pelo homem há pouco mais de 200 anos atrás. Até então, os raios das tempestades eram vistos como manifestações de deus. Chuvas, trovoadas, eclipses, fenômenos naturais, etc, para tudo havia um mito, uma explicação, um deus, uma história associados com esses fenômenos naturais. No início dessa minha transformação senti medo, solidão, pensei muito em como poderia lidar com isso em relação as pessoas do meu convívio, até que saí da igreja e consequentemente saí do convívio de toda a comunidade e da grande maioria das pessoas que eu conheci por vários anos da minha vida. Um ano após perder a fé deixei o Brasil e fui morar em outro país. Detalhes serão poupados para preservar minha identidade.

Somos centenas de povos e tribos diferentes vivendo em um mesmo planeta. Descobri com a antropologia que em cada um desses lugares há convicções tão diferentes das minhas e fica óbvio o quanto suas crenças diferentes eram tão reais, fazem tanto sentido quanto as minhas. Simplesmente porque em cada lugar que uma criança nasce ela cresce e aprende a amar as características e a cultura local de onde ela nasceu, por consequência as crenças, a fé. E diante de tantas novas informações não há como deixar de fazer a seguinte pergunta: porque o meu deus, a minha religião e a minha explicação do universo é a única verdadeira se centenas de povos pensam com a mesma convicção que eu, que seus deuses é que são os verdadeiros? Já se fez essa pergunta? Sua visão de deus é tão sólida pra você quanto a do judeu é pra ele mesmo, a do árabe é pra ele mesmo e a do cristão é pra ele mesmo e a do índio é pra ele mesmo. Se você observar bem verá que somos todos iguais, todos queremos ser felizes e de preferência queremos estar certos. Todos nós queremos um futuro pra nossas crianças, queremos saúde para nossos pais e para nossa família. Todos nós queremos prosperidade. Encarar a realidade da minha vida de frente sob uma outra perspectiva mais ampla, mesmo que parecesse algo muito contraditório do que eu acreditava na época, foi a força motriz principal da mudança de perspectiva da minha vida.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Shingen, Kenshin e os ateus

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Dentro da “comunidade atéia” existem inúmeros conflitos, e isso não é exclusividade do Brasil. Negar religião ainda não é (e talvez nunca seja) motivo suficiente pra unir pessoas. Ser humanista secular ainda não é suficiente pra unir humanistas seculares. Assim como o provérbio latino “onde há dúvida, há liberdade”, talvez também seja verdade que “onde há gente, há conflito”.

A parte mais interessante de estudar história, se considerarmos que o que temos registrado é verdadeiro com uma margem de segurança, é ter a chance de aprender com erros e acertos de outras pessoas. Um dos locais e períodos de maior competição e conflito que conheço é o Japão medieval, e é exatamente nesse local e momento histórico que se relata uma das histórias mais interessantes que já vi: o conflito entre os generais Takeda Shingen e Uesugi Kenshin.

O Conflito

Resumindo a história, no Japão feudal no qual o poder do governo (do imperador) era praticamente nulo, dois senhores feudais vizinhos brigavam pelo dominio da sua região. A batalha mais famosa foi a quarta batalha de Kawanakajima, na qual Kenshin rompeu através das defesas de Shingen e o pegou despreparado, apenas com seu leque em mãos, que foi usado para se defender dos ataques de Kenshin até a chegada de reforços.


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Estatua do momento lendário da quarta Batalha de Kawanakajima

Pra quem acompanha animes, esta história claramente influenciou a narrativa dos clãs Uchiha e Senju no anime Naruto.

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Uchiha Madara e seu leque.

Um dos episódios mais marcantes do conflito entre os dois lados ocorreu quando um outro clã (Hojo) iniciou um boicote ao clã de Shingen, proibindo que ele comprasse sal. Kenshin ao ficar sabendo, enviou secretamente um carregamento de sal ao seu inimigo, fazendo a seguinte afirmação: “uma guerra deve ser ganha com espadas e lanças, não com arroz e sal”. O gesto contradiz a decisão lógica e mostra alguns dos valores que as pessoas da época cultivavam.

E Os Ateus?

De maneira semelhante ao ocorrido entre Shingen e Kenshin, são recorrentes as trocas de ofensas e agressões entre ateus, humanistas e similares na internet dentro da comunidade ateista, de tal maneira que muitos ficam com a impressão que as partes envolvidas ficariam mais tristes em perder um adversário do que felizes em terminarem a discussão mesmo que isso beneficie os dois lados.

Embora em suas posições fosse difícil pensar em alguma outra maneira de resolver o conflito, Kenshin e Shingen acabaram gastando suas energias e recursos e não percebendo outros poderes que aumentavam, como o dos clans Nobunaga e Tokugawa, sendo este ultimo o que viria a unificar todo o Japão e reinar sozinho. Por isso, embora um ateu seja um adversário digno, respeitável e até mesmo desejavel por outro ateu (visto que tem mais chances de aceitar argumentos lógicos. não baseados no sobrenatural), não se deve esquecer do perigo e do constante crescimento do autoritarismo evangélicos no país. Pra quem vê a situação de fora, parece mais lógico gastar energias e tempo contendo o avanço de uma ameaça nacional do que discutindo com um semelhante.











terça-feira, 11 de setembro de 2012

Ciência do Orgasmo

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Mulheres eram ensináveis

As imagens de um livreto de instruções para gerentes da empresa RCA Plants, disponibilizados pelo Arquivo Nacional dos Estados Unidos, ensinavam como lidar com mulheres no ambiente de produção nas fábricas. Abaixo, transcreverei os trechos mais interessantes:

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"Mulheres são ensináveis" - Título.

"Permita a sua falta de familiaridade com processos de maquinas"
"Sugira ao invés de reprimir"
"Quando ela fizer um bom trabalho, diga a ela"

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"Considere sua educação, experiencia de trabalho e temperamento ao indicá-la para um trabalho"
"Certifique-se que ela sabe a localização de banheiros, cantina e enfermaria"
"Não mude o seu turno muito frequentemente e nunca sem avisar"

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"Finalmente, chame um conselheiro de mulheres treinado para:
- Descobrir o que as trabalhadoras femininas pensam e querem.
- Descobrir causas de baixo rendimento, faltas e demissões.
- Ajudar trabalhadoras femininas a resolver dificuldades pessoais.
- Interpretar ações e atitudes das mulheres.
- Assistência para ajustar as mulheres ao seu trabalho"

É uma pena que o Brasil não documente o que foi produzido em diferentes épocas: aposto que teríamos pérolas pra deixar o resto do mundo espantado.

Fonte: Retronaut

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Altruismo em bairros mais ricos

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Um estudo realizado pelo University College London usando cartas endereçadas a uma pessoa de nome comum - sem gênero masculino ou feminino ("J. Holland" no caso) - em dias não chuvosos, jogadas na rua, mostra que bairros habitados por pessoas com renda maior têm maior inclinação ao altruismo. A idéia é que as cartas que são colocas pelos transeuntes nas caixas de correio (ou talvez até levadas pessoalmente) contam como um ato altruista, enquanto as cartas ignoradas ou que não foram entregues contam como comportamento não altruista.

A abordagem da carta é uma maneira prática e simples de se medir altruismo, uma vez que não existe nenhuma recompensa envolvida para justificar o tempo gasto em postá-la. No mês de Junho de 2010, 300 cartas foram deixadas em 20 bairros diferentes, e foi observado que a taxa de 87% de cartas retornadas nos bairros mais ricos, enquanto nos mais pobres foi medida uma taxa de 37%. Isso significa que uma carta perdida nos bairros mais pobres tinham 91% menos chances de serem retornadas do que no mais ricos.

A mistura étnica não demonstrou variância significativa, o que surpreendeu o autor do estudo, Antônio Silva. "Mostramos com este estudo que indivíduos que moram em bairros mais pobres são menos altruístas que indivíduos de bairros mais ricos" diz Silva. "Porém, não conseguimos identificar a característica específica do bairro por trás disso, visto que renda está fortemente relacionado com outros fatores, como criminalidade".

Fonte: UCL

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A grande enchente

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O geólogo David Montgomery estuda a mudança da topografia no decorrer
do tempo e como a ação de processos geológicos altera a paisagem
natural, e acaba de descobrir evidencias que desmentem muitas
historias religiosas.

Em seu livro "As rochas não mentem: um geólogo investida a enchente de
Noé", Montgomery explora diversos dogmas religiosos - principalmente
os cristãos - sobre milagres e outros relatos em termos de descobertas
geológicas.

Os principais argumentos que sugerem a não existência de uma enchente
como descrita na bíblia são:
- não existe água suficiente na Terra para cobrir o pico da montanha mais alta.
- níveis de água subindo de maneira uniforme não tem poder para
provocar a erosão sugerida pela bíblia
- em formações rochosas de milhões de anos, não existem evidencias de
erosão que seria causada pela enchente bíblica

O geólogo acredita que tal enchente deve ter ocorrido apenas na região
da Mesopotâmia, uma vez que existem historias com detalhes muito
similares, mas com data anterior ao grande diluvio. "Em um mundo
pequeno o suficiente, qualquer enchente é global" - diz Montgomery -
comentário que eu particularmente acho apenas uma tentativa de não
afirmar que a bíblia está ERRADA.

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